Imazon 27 anos


Fundado em 10 de julho de 1990, o Imazon completa 27 anos de atuação promovendo o desenvolvimento sustentável na Amazônia brasileira por meio de estudos, apoio à formulação de políticas públicas, disseminação ampla de informações e formação profissional.

Confira algumas contribuições do Instituto:

1. Estudos do Imazon na área de manejo florestal e ecologia serviram de base para o estabelecimento de um sistema de manejo florestal destinado a empresas e comunidades tradicionais. No final de 2013, a área manejada na Amazônia já superava 6 milhões de hectares, dos quais mais da metade detinha o selo verde do Conselho de Manejo Florestal (FSC).

2. Estudo publicado em 2000 sobre a dinâmica do Boom-Colapso, em parceria com o Banco Mundial, serviu de referência para a elaboração de políticas públicas de combate ao desmatamento Principais contribuições e criação de Unidades de Conservação na Amazônia.

3. Pesquisas do Imazon sobre ecologia do mogno, a mais valiosa espécie de madeira tropical, foi essencial para sua inclusão na lista de espécies ameaçadas da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora (Cites) em 2003.

4. Estudos técnicos e iniciativas de políticas públicas liderados pelo Imazon tiveram impacto direto na criação de 25 milhões de hectares de Unidades de Conservação na Amazônia, dos quais 12,8 milhões de hectares na região da Calha Norte do Pará.

5. Estudos sobre política e economia florestal contribuíram de forma decisiva para a elaboração da nova Lei de Gestão de Florestas Públicas do Brasil em 2006, cujo principal objetivo é promover o uso sustentável dessas florestas.

6. Em 2006, o Imazon desenvolveu o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) como instrumento para monitorar mensalmente e divulgar amplamente a situação do desmatamento na Amazônia. Esse monitoramento tem contribuído para aumentar os esforços de combate ao desmatamento por parte do governo.

7. O Imazon firmou parceria inédita com o MPF e Ministério Público Estadual (MPE) para monitorar a ocorrência de desmatamento ilegal sobre as Áreas Protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas) no Pará, Mato Grosso, Amapá e Roraima.

8. Estudos realizados pelo Imazon sobre crédito público contribuíram para a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2008, que exige a regularidade ambiental e fundiária para concessões de novos créditos na região amazônica para imóveis acima de 400 hectares.

9. Estudos do Instituto sobre a área fundiária da Amazônia passaram a ser referência e contribuíram para que a regularização de terras fosse eleita prioridade na preparação do Plano Amazônia Sustentável do governo federal a partir de 2008.

10. Pesquisas do Imazon sobre manejo florestal comunitário serviram de base para a definição da política nacional de manejo florestal comunitário e familiar na Amazônia.

11. Estudos do Imazon sobre a lei de crimes ambientais contribuíram para aperfeiçoamento das estratégias de combate ao desmatamento, incluindo mudanças para acelerar a doação de bens apreendidos em fiscalizações ambientais, o confisco de bens apreendidos e a disseminação da lista de imóveis embargados.

12. O Imazon é pioneiro no desenvolvimento de técnicas para detectar e avaliar a efetividade e a qualidade de planos de manejo florestal para extração madeireira usando imagens de satélite na Amazônia.

13. O monitoramento do desmatamento e da degradação florestal realizado em 2,2 milhões de quilômetros quadrados de Áreas Protegidas beneficia diretamente mais de 800 mil pessoas que habitam essas áreas, entre elas, as populações indígenas e as comunidades tradicionais. Como resultado desse esforço, o Imazon recebeu o Prêmio Chico Mendes em 2010.

14. Em 2007, o Imazon foi uma das organizações fundadoras da Articulação Regional Amazônica (ARA), a qual reúne mais de 50 entidades da Pan-Amazônia em torno da conservação e uso sustentável dos recursos naturais na bacia amazônica.

15. Em 2008 foi estabelecido o Centro de Geotecnologia do Imazon (CGI) para atender a demanda de capacitação em geotecnologias para um público amplo, o qual inclui servidores e dirigentes públicos, líderes locais e comunitários, Organizações Não Governamentais (ONGs) nacionais e entidades dos outros países amazônicos.

16. O Imazon foi uma das instituições parceiras do Projeto Municípios Verdes (PMV) em Paragominas. Esse projeto resultou na redução de mais de 95% do desmatamento no município e no cadastro de mais de 90% das propriedades rurais no CAR. Além disso, o Instituto colaborou para que outros três municípios paraenses deixassem a lista crítica de desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

17. O Imazon foi uma das instituições-chave na iniciativa “Carta Aberta das Empresas Brasileiras” a favor de um acordo climático na Conferência do Clima em Copenhague em 2009 (COP-15). Essa iniciativa foi reconhecida pelo Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das mais importantes na fase preparatória da COP-15.

18. Os líderes da iniciativa transparência florestal do Imazon (Carlos Souza Jr. e Beto Veríssimo) receberam o prêmio global de empreendedorismo social da Fundação Skoll (EUA) em 2010.

19. Em 2010, o Imazon firmou parceria com a Google para desenvolver o seu sistema de monitoramento de desmatamento na plataforma Earth Engine. O SAD-Earth Engine (SAD-EE) será usado para monitorar o desmatamento em outros países tropicais.

20. Em 2011, o Imazon apoiou a concepção e implantação do PMV do Estado do Pará, o qual reúne 105 municípios de um total de 144 existentes no Pará (1 milhão de quilômetros quadrados) e beneficia uma população de mais de 5 milhões de pessoas.

21. O Imazon contribuiu tecnicamente para a proposta do “Desmatamento Zero Líquido” até 2020 anunciada pelo Governo do Pará na Conferência Rio+20 em 2012.

22. O Imazon foi uma das instituições a liderar a elaboração do primeiro mapa de desmatamento para todos os países amazônicos (Pan-Amazônia) para os anos 2000, 2005 e 2010. Isso ocorreu no âmbito da parceria com a Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georeferenciada (Raisg).

23. O Imazon foi pioneiro no monitoramento do desmatamento em assentamentos de reforma agrária na Amazônia. Esse trabalho contribuiu para a criação do Programa Assentamentos Verdes do Incra em 2012.

24. O Imazon auxiliou o MPF na elaboração do TAC para aumentar a oferta de gado proveniente de fazendas operando legalmente no Pará. O TAC contribuiu para o aumento no número de fazendas registradas no CAR no Pará, passando de cerca de 400, em junho de 2009, para aproximadamente 100 mil no final de 2013.

25. O Imazon participou da elaboração do Seeg, sendo responsável pela atualização das estimativas de emissões do setor de mudança de uso da terra para todos os biomas do Brasil.

26. O Instituto foi parceiro da World Resources Institute (WRI) na construção da Global Forest Watch (GFW), uma plataforma dinâmica online de monitoramento e alerta que possibilita, pela primeira vez, o acesso a imagens de satélite, mapas de desmatamentos e crowdsourcing para garantir o acesso a informações precisas em tempo real sobre as florestas do mundo todo.

27. O Governo do Estado do Pará publicou o decreto 739/2013, que cria um processo especial de regularização fundiária nos municípios que atendem as metas do PMV. Esse decreto foi um resultado direto da avaliação do Iterpa (Instituto de Terras do Pará) e proposta de aperfeiçoamento realizada pelo Imazon no final de 2012 e início de 2013.

 

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