Boletim Transparência Manejo Florestal Estado do Pará (2010 a 2011)


boletim_transparencia_manejo_florestal_estado_do_para_2010_e_2011gMonteiro, A., Cardoso, D., Conrado, D., Veríssimo, A., & Souza Jr., C. 2012. Boletim Transparência Manejo Florestal Estado do Pará (2010-2011) (p. 16). Belém: Imazon.

Neste boletim Transparência Manejo Florestal do Pará avaliamos a situação da exploração madeireira no Pará entre agosto de 2010 e julho 2011.

Para isso, verificamos a regularidade das informações sobre os planos de manejo nas Autefs (Autorizações para Exploração Florestal) e entre as Autefs e os créditos de madeira da exploração autorizada emitidos pela Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará) nesse período. O resultado da análise mostrou que a grande maioria (89%) das Autefs estava regular, enquanto apenas 11% apresentaram inconsistências (manejo autorizado em área explorada e área autorizada maior que área do manejo).

Avaliamos também a área explorada de forma legal (autorizada) e ilegal (não autorizada) usando imagens NDFI originadas de ima- gens de satélite Landsat. De um total de 81.092 hectares de florestas exploradas pela atividade madeireira no período (Agosto 2010-Julho 2011), a maioria (60% ou 48.802 hectares) não foi autorizada pela Sema, enquanto 40% (32.290 hectares) foram autorizados. Considerando as florestas afetadas pela exploração ilegal de madeira, a grande maioria (72%) ocorreu em áreas privadas, devolutas ou sob disputa; outros 20% em assentamentos de reforma agrária e apenas 8% em Áreas Protegidas. Em relação ao período anterior (Agosto 2009-Julho 2010), houve redução de 38% (- 30.139 hectares) na exploração madeireira não autorizada.

Finalmente, avaliamos a qualidade da execução do manejo florestal no Pará comparando dois períodos: i) agosto de 2009 a julho de 2010 e ii) agosto de 2010 a julho de 2011. Observamos que a exploração sob manejo florestal diminuiu entre os períodos. De fato, a exploração de boa qualidade reduziu de 31.151 hectares para 5.966 hectares (81%); a exploração de qualidade intermediária reduziu de 53.071 hectares para 37.617 hectares (29%); e a exploração de qualidade baixa reduziu de 24.774 para 17.217 hectares (31%).

Para a avaliação geral da situação da exploração madeireira no Estado do Pará, utilizamos informações dos sistemas de controle da Sema – Simlam (Sistema Integrado de Licenciamento e Monitoramento Ambiental) e Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) –, as quais foram sobrepostas àquelas geradas pelo Simex (Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira), desenvolvido pelo Imazon (Quadro 1).

Baixe aqui o arquivo