Ameaça e pressão de desmatamento em Áreas Protegidas: SAD de agosto a novembro de 2016


Fonseca, A., Salomão, R., Ribeiro, J., & Souza Jr., C. 2017. Ameaça e pressão de desmatamento em Áreas Protegidas: SAD de agosto a novembro de 2016 (p. 1). Belém: Imazon.

Áreas Protegidas (APs) representam um patrimônio nacional, e considerando a extensão das APs na Amazônia Legal (i.e., 46%), os seus benefícios para manutenção da biodiversidade, estoques de carbono e na geração de serviços ambientais como a regulação do clima, transcendem a fronteira nacional, alcançando relevância global. Propomos uma metodologia para monitorar as ameaças e pressões nas APs baseada em dados de desmatamentos (sem sombra de dúvidas um dos maiores vetores de ameaças, mas há outros vetores como extração madeireira, garimpo, hidrelétricas). Usamos as seguintes definições:

AMEAÇA: é medida do risco eminente de ocorrer desmatamento no interior de uma AP. Utilizamos uma distância de 10 km para indicar a zona de vizinhança de uma AP na qual a ocorrência de desmatamento indica ameaça. Muitas APs resistem a esse tipo de ameaça não permitindo que o desmatamento penetre em seus limites.

PRESSÃO: ocorre quando o desmatamento se manifesta no interior da AP, levando a perdas de serviços ambientais e até mesmo a redução ou a redefinição de limites da AP. Ou seja, é um processo interno que pode levar a desestabilização legal e ambiental da AP.

O aumento das taxas de desmatamento nos últimos anos tem exercido grande Ameaça e Pressão para que algumas AP’s sofram o processo de redução ou alteração no seu tipo de proteção. É observado também o crescente número de propriedades com Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos seus entornos e dentro da AP’s. Os dados de alertas de desmatamento do SAD são um indicativo de quais AP’s devem sofrer ações prioritárias no combate a especulação fundiária e redução do desmatamento.

 

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