Boletim Transparência Manejo Florestal do Estado do Mato Grosso (agosto de 2009 a julho de 2010)


mato_grossoMonteiro, A., Conrado, D., Cardoso, D., Veríssimo, A., & Souza Jr., C. 2011. Boletim Transparência Manejo Florestal Estado do Mato Grosso (Agosto de 2009 a Julho de 2010) (p. 16). Belém.

Neste boletim Transparência Manejo Florestaldo Mato Grosso avaliamos a situação deexploração madeireira no Estado entre agosto de 2009 e julho de 2010.

Para isso, utilizamos informaçõesdos sistemas de controle da Sema (Secretariade Estado de Meio Ambiente) de Mato Grosso: Simlam (Sistema Integrado de Licenciamentoe Monitoramento Ambiental) e Sisflora (Sistemade Comercialização e Transporte de Produtos Florestais). Essas informações foram também cruzadascom aquelas geradas pelo Simex (Sistemade Monitoramento da Exploração Madeireira),desenvolvido pelo Imazon. Encontramos que em2010 a grande maioria (98%) das Autex (Autorizaçãode Exploração Florestal) estava regular. Enquantoque os 2% restantes apresentavam algumainconsistência, tal como área autorizada em áreadesmatada. Ao compararmos a proporção de Autexcom inconsistências entre 2009 e 2010, observamosuma redução significativa nos casos de créditocomercializado maior que o autorizado.

A análise das imagens de satélite revelouque aproximadamente 226.047 hectares de florestasforam explorados entre agosto de 2009 e julhode 2010. Desse total, 99.800 hectares (44%)não foram autorizados pela Sema, contra 126.247hectares (56%) autorizados. Do total não autorizado,a maioria (87,8%) ocorreu em áreas privadas,devolutas ou sob disputa; outros 12,1% em ÁreasProtegidas; e 0,1% em assentamentos de reformaagrária. Quando comparamos ao período anterior(agosto de 2008 a julho de 2009), observamos umaqueda de 29% (52.945 hectares) na exploração autorizada,enquanto a exploração não autorizada aumentou84% (45.684 hectares).

Avaliamos também a qualidade da exploraçãoflorestal entre os dois períodos analisadosusando imagens de satélite. Verificamos que asáreas com exploração de boa qualidade reduziramde 12 mil hectares para 7 mil hectares; as áreascom exploração de qualidade intermediária reduziramexpressivamente de 94 mil hectares para 38mil hectares; e as áreas com baixa qualidade deexploração apresentaram um aumento de 71 milhectares para 80 mil hectares.

Por último, verificamos nas imagens de satéliteque em 99% das áreas de manejo florestal avaliadasentre agosto de 2007 e julho de 2010 a floresta foimantida para o próximo ciclo de corte, enquanto emapenas 1% houve desmatamento (corte raso).

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