Boletim Transparência Manejo Florestal do Mato Grosso (2010-2011)


boletim_transparencia_manejo_florestal_do_mato_grosso_2010_2011gMonteiro, A., Conrado, D., Cardoso, D., Veríssimo, A., & Souza Jr., C. 2012. Boletim Transparência Manejo Florestal do Mato Grosso (2010-2011) (p. 15). Belém: Imazon.

Neste boletim Transparência Manejo Florestal do Mato Grosso avaliamos a situação da exploração madeireira no Estado de agosto de 2010 a julho de 2011. Para isso, utilizamos informações dos sistemas de controle da Sema (Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso): Simlam (Sistema Integrado de Licenciamento e Monitoramento Ambiental) e Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais). Essas informações foram também cruzadas com aquelas geradas pelo Simex (Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira), desenvolvido pelo Imazon.

A análise das imagens de satélite revelou que aproximadamente 139.407 hectares de florestas foram explorados entre agosto de 2010 e julho de 2011. Desse total, 73.953 hectares (53%) foram autorizados pela Sema e 65.454 hectares (47%) não foram autorizados. Do total não autorizado, a maioria (64.852 ou 99%) ocorreu em áreas privadas, devolutas ou sob disputa e 602 hectares (1%) ocorreram em Áreas Protegidas, assentamentos de reforma agrária e Unidades de Conservação. Quando comparamos os números das explorações entre o período anterior (agosto de 2009 a julho de 2010) e o recente (agosto de 2010 a julho de 2011), observamos que houve uma redução de 41% (52.294 hectares) na ocorrência de exploração autorizada e de 34% (34.346 hectares) na de exploração não autorizada.

Nas áreas exploradas com autorização avaliamos a situação das respectivas Autex (Autorização de Exploração Florestal) liberadas em 2011 e verificamos que a grande maioria (98%) estava regular. O restante (2%) apresentou alguma inconsistência, tal como manejo autorizado em área desmatada.

Avaliamos também a qualidade da exploração florestal entre os dois períodos analisados usando imagens de satélite. Verificamos que a área com exploração de boa qualidade reduziu de 7 mil hectares para 2 mil hectares; a área explorada com qualidade intermediária se manteve em 38 mil hectares; e a área explorada com baixa qualidade reduziu expressivamente, de 80 mil hectares para 34 mil hectares.

Por último, verificamos nas imagens de satélite que em 99% das áreas exploradas sob manejo florestal avaliadas entre agosto de 2007 e julho de 2011 a floresta foi mantida, enquanto em apenas 1% houve desmatamento.

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