Imazon participa da 1ª Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Pará

Pesquisadora do instituto falou sobre mudanças climáticas e pecuária na Amazônia

29/04/26

Compartilhar:

A pesquisadora do Imazon Camila Trigueiro participou da 1ª Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Pará, que reuniu representantes do poder público, da sociedade civil, da academia e de organismos internacionais para dialogarem sobre a construção de estratégias que alcancem o desenvolvimento sustentável no estado.

Realizado nos dias 28 e 29 de abril, no Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa) de Belém, o evento foi organizado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad) e tem como objetivo fortalecer políticas públicas alinhadas às metas globais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ao longo da programação, os participantes debateram temas como sustentabilidade, inclusão social, governança participativa e inovação tecnológica.

Camila Trigueiro explica que essa iniciativa também funciona como etapa preparatória para a Conferência Nacional dos ODS. “As contribuições construídas nessa etapa estadual serão sistematizadas e encaminhadas para o debate em nível nacional, ampliando a participação do Pará na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Além disso, é essencial que essas proposições sejam feitas a partir da realidade local”, afirma.

Durante a conferência, a pesquisadora ainda destacou a importância de integrar a produção agropecuária às metas de sustentabilidade, com base em evidências geradas por iniciativas como o Radar Verde, uma ferramenta que monitora a cadeia da pecuária na Amazônia e contribui para aumentar a transparência sobre a origem da produção, apoiando o combate ao desmatamento ilegal e incentivando práticas mais responsáveis no setor, tema fortemente relacionado com o ODS 12 sobre produção e consumo responsáveis.

“A gente precisa avançar em soluções que conciliem produção e conservação, e isso passa necessariamente por mais transparência e monitoramento das cadeias produtivas, identificando riscos e oportunidades e permitindo que governos, empresas e a sociedade tomem decisões mais informadas e alinhadas com o meio ambiente”, observa Camila.

Comentários

Este site foi desenvolvido pela NOTABC