Estradas não oficiais em Áreas Protegidas (até 2012 e 2016)

Estradas não oficiais em Áreas Protegidas (até 2012 e 2016)

A construção desordenada de estradas na Amazônia está ameaçando e pressionando fortemente as áreas protegidas (APs) da região. Apesar de exercerem um papel fundamental para frear o avanço de estradas, as APs não impedem que esses vetores causem danos no entorno e dentro dessas áreas.

O Imazon identificou e mapeou estradas não oficiais em APs da Amazônia com maior ameaça e pressão a partir dos alertas de desmatamento do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) 2016 (ago/2015 a jul/2016). Usamos as seguintes definições:

AMEAÇA: ocorre quando as estradas são construídas num raio de até 10 km no entorno da área protegida e representam um risco iminente de avanço para o interior da AP.

PRESSÃO: ocorre quando as estradas são construídas no interior da área protegida, principalmente pela busca por recursos naturais.

Esse mapeamento revelou que as estradas abertas na área de entorno alcançaram 40.195 km, quase a mesma extensão de estradas dentro das APs, com 39.546 km. Isso reflete o quanto as APs podem estar pressionadas por esses vetores, levando à desafetação, redução ou até mesmo uma recategorização dessas áreas. Em relação ao tipo de uso das APs, o Uso Sustentável foi o tipo mais ameaçado e mais pressionado devido à vulnerabilidade dessas áreas, as quais visam conciliar ocupação humana e proteção ambiental. A Proteção Integral, por ser uma área com normas de proteção mais restritiva, apresentou o menor percentual de ameaça e pressão.

 

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