Protagonismo local e sustentabilidade: Análise do Turismo de Base Comunitária na Floresta Estadual de Faro - PA

17/04/26

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Título
Protagonismo local e sustentabilidade: Análise do Turismo de Base Comunitária na Floresta Estadual de Faro - PA
Autores
Jeferson Figueira de Sousa; Stephanie Jenane Figueira Gadelha; Daniel Costa Pinheiro e Jakeline Pereira Ramos
Idioma
Português
Quantidade de Páginas
1

Resumo:

O Turismo de Base Comunitária (TBC) constitui um modelo de governança no qual a comunidade local exerce o protagonismo na idealização, planejamento, organização e gestão das atividades turísticas. Essa configuração assegura que os benefícios econômicos, sociais e culturais permaneçam com os moradores. A Floresta Estadual de Faro (Flota Faro) situada no norte do Pará, é uma unidade de conservação de uso sustentável com 525.434 hectares, inserida no maior bloco contínuo de áreas protegidas em floresta tropical do mundo, caracterizado por elevada diversidade biológica. Nela estão estabelecidas duas comunidades tradicionais ribeirinhas - Português (42 famílias) e Monte Sião (13 famílias), - cujos modos de vida estão fundamentados no uso sustentável dos recursos naturais. O presente estudo tem por objetivo descrever e analisar o TBC como estratégia de geração de renda e valorização sociocultural na Flota Faro.A abordagem metodológica baseou-se na coleta e análise de dados primários referentes às atividades desenvolvidas ao longo de 2024, considerando indicadores de participação social e impacto econômico. Os resultados evidenciam que o TBC na região é uma iniciativa endógena, protagonizada pelos próprios comunitários, tendo gerado uma receita total de R$ 30.800,00 no período analisado, com benefício direto a 38 indivíduos. Destaca-se a expressiva participação feminina (n = 24), em comparação com os homens (n =14), além do engajamento de jovens nas atividades. As experiências ofertadas compreendem vivências imersivas no modo de vida ribeirinho amazônico, incluindo contemplação da paisagem, banhos em igarapés, passeios de canoa, observação de fauna, trilhas interpretativas, produção de artesanato e gastronomia local. Tais práticas evidenciam a integração entre conservação ambiental, valorização cultural e turismo sustentável. Conclui-se que TBC configura-se como uma estratégia viável de geração de renda na Flota Faro, promovendo a permanência das populações em seus territórios e fortalecendo processos de gestão participativa e práticas alinhadas à cultura regenerativa. Ademais, o modelo contribui para a salvaguarda de conhecimentos tradicionais e para a conservação da biodiversidade local.

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