Conferência de Santa Marta começa em meio à maior crise energética da história por causa da guerra no Oriente Médio

Mais de 60 países confirmaram a participação no evento, que representam aproximadamente um quinto da produção global e quase um terço do consumo mundial de combustíveis fosséis, além de nações extremamente vulneráveis às mudanças climáticas

24/04/26

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A 1ª Conferência Internacional sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis começa nesta sexta-feira, na Colômbia, na cidade de Santa Marta. Por isso, está sendo chamada de Conferência de Santa Marta. Liderado pelo país latino e pelos Países Baixos, o evento visa construir um plano global para uma transição energética justa, ordenada, equitativa e com base na ciência. Ou seja: um roteiro efetivo para a eliminação de petróleo, gás e carvão. 

Também chamado de “COP dos Fósseis”, o encontro nasceu após a frustração de alguns países e da sociedade civil com o texto final da COP 30, no qual não foram incluídos compromissos claros para a eliminação gradual desses combustíveis. A transição energética é urgente porque o setor que mais emite gases de efeito estufa no mundo, causando a crise climática, é o de energia, por causa da queima de combustíveis fósseis. 

Mais de 60 países confirmaram a participação no evento, que representam aproximadamente um quinto da produção global e quase um terço do consumo mundial de combustíveis fosséis, além de nações extremamente vulneráveis às mudanças climáticas. Além dos governos, também participarão representantes da academia, de povos e comunidades tradicionais, de organizações da sociedade civil e do setor privado. 

A conferência possui três pilares: a superação da dependência econômica dos combustíveis fósseis; a redução e a eliminação da oferta, da demanda e dos incentivos a esses combustíveis; e a cooperação internacional. E a metodologia do evento prevê uma série de diálogos até um documento final. 

Maior crise energética da história

A conferência acontece em um momento em que a guerra no Oriente Médio causa a maior crise energética da história, o que aumenta sua relevância. Além disso, pode oferecer subsídios para a elaboração do chamado Mapa do Caminho da Transição Energética proposto pela presidência da COP30.

Uma das contribuições do projeto Amazônia 2030 para esse debate é o estudo “Caminhos para a Transição Energética na Amazônia“, que defende soluções descentralizadas e renováveis complementares ao regime hidrológico da região, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e garantindo maior segurança energética. 

Para saber mais sobre a conferência, você pode acessar o site oficial transitionawayconference.com.

Foto: Jan-Rune Smenes Reite/Pexels

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