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Dia da Terra e o protagonismo da Amazônia
Nesta data, reforçamos a importância global da Amazônia no combate às mudanças climáticas e selecionamos 5 soluções para proteção da floresta com base em estudos do Imazon e do Projeto Amazônia 2030
22/04/26
Não existe planeta B! Tu sabias que 22 de abril é o Dia Internacional da Terra? A data foi criada em 1970 nos Estados Unidos, após um vazamento de óleo na Califórnia, e oficializada em 2009 pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O objetivo é ampliar a conscientização das pessoas sobre a importância da preservação ambiental e da proteção dos ecossistemas, reforçando pautas como o combate às mudanças climáticas, a redução da poluição e a adoção de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis.
As florestas tropicais ocupam posição central na agenda climática global. Elas armazenam vastos estoques de carbono, regulam chuvas e ciclos hídricos, abrigam uma das maiores biodiversidades do planeta e apoiam diretamente a subsistência de milhões de pessoas. Sua degradação, por outro lado, compromete a estabilidade climática e ameaça economias em escala global.
Entre essas florestas, a Amazônia brasileira se destaca por sua relevância e vulnerabilidade. A floresta garante segurança hídrica para setores estratégicos da economia do país, como agricultura, energia e abastecimento urbano, e influencia o clima em grande parte da América do Sul. Ao mesmo tempo, enfrenta pressões cada vez maiores: em 2023, cerca de 14% da floresta original já havia sido perdida, enquanto áreas remanescentes sofrem degradação, causada por queimadas e extração ilegal de madeira.
Nos últimos 35 anos, o desmatamento reduziu a precipitação regional em aproximadamente 21 mm por estação seca, respondendo por cerca de 74% dessa queda. Esses processos fragilizam o equilíbrio ecológico e aproximam a Amazônia de um ponto de não retorno. A manutenção da floresta em pé, portanto, é um ativo estratégico tanto para a estabilidade climática quanto para a economia do país.
SOLUÇÕES
Por isso, neste Dia da Terra, reforçamos 5 soluções para a Amazônia:
1. Aumentar a produtividade agropecuária nas áreas já desmatadas. Estudos do Imazon indicam que é possível triplicar a produção da pecuária sem novos desmatamentos, apenas com a adoção de tecnologias e créditos rurais já disponíveis. Leia mais em: “Como a Pecuária Pode Liderar a Ação Climática do Brasil“.
2. Usar a regeneração natural para dar escala à recuperação de áreas degradadas. Pesquisa do Imazon mapeou 5,7 milhões de hectares de vegetação secundária com seis anos ou mais na Amazônia. Acesse “Restauração florestal em risco: como a supressão e o fogo em vegetação secundária ameaçam as metas brasileira“ para saber mais.
3. Fortalecer e ampliar os mecanismos de financiamento da floresta. Além do REDD Jurisdicional (JREDD+) e do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), estudos do projeto Amazônia 2030 indicam a implementação do Mecanismo de Reversão de Desmatamento (Reversing Deforestation Mechanism – RDM). Proposto pela CPI/PUC-Rio, é um mecanismo de pagamento por resultados aplicado em nível de jurisdição, que remunera remoções líquidas de carbono advindas de restauro florestal. A operação se dá por acordos de compra de crédito de carbono entre um comprador e uma jurisdição, com base em um preço estabelecido previamente. Veja mais em: “O Nexo Floresta-Clima para a Amazônia Brasileira“.
4. Destinar áreas para conservação. Uma pesquisa do Imazon mostrou que a Amazônia possui 101 milhões de hectares de terras públicas não destinadas, sendo 48,2 milhões federais. Por isso, é preciso agilizar a destinação dessas áreas para a criação de terras indígenas, unidades de conservação e territórios de povos e comunidades tradicionais como estratégia de proteção da floresta e de combate à grilagem. Leia o relatório “Destinação de Terras Públicas federais na Amazônia Legal (2023 a 2025)“ para se aprofundar no tema.
5. Fortalecer a bioeconomia. Um estudo do projeto Amazônia 2030 mapeou 64 produtos compatíveis com a floresta amazônica brasileira, cujo mercado global movimenta US$ 176,6 bilhões por ano. Porém, as empresas da Amazônia mantiveram uma participação de apenas 0,17% nessas exportações, tendo um potencial enorme de crescimento. Leia em: “Oportunidades para exportação de produtos compatíveis com a floresta na Amazônia brasileira“.
Foto: Flota de Faro, no Norte do Pará, que integra o maior bloco de áreas protegidas do mundo (Fernanda da Costa/Imazon)
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