Emergência em Belém e a necessidade de adaptação climática

22/04/26

A prefeitura de Belém decretou situação de emergência no último domingo devido a alagamentos que invadiram residências e estabelecimentos em mais de 10 bairros.  Até segunda-feira, a estimativa da gestão municipal era de aproximadamente 42 mil pessoas afetadas.

Em quase 24 horas, a capital paraense registrou mais de 150 mm de chuva, quase metade do que se espera para o mês de abril. Além disso, a maré alta, que chegou a 
3,6 metros, dificultou o escoamento da água.

Além de Belém, famílias de Ananindeua também tiveram prejuízos com alagamentos após a chuva, que deixou desabrigados. Na terça-feira, a prefeitura informou que quatro escolas municipais estavam servindo como abrigo.

O problema dos alagamentos na Região Metropolitana de Belém é histórico e as cidades precisam se adaptar para enfrentar chuvas fortes, que estão ficando mais frequentes e intensas com o agravamento das mudanças climáticas. Em 2025, um estudo do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) já havia mapeado quase 400 áreas de risco em Belém suscetíveis a alagamentos ou deslizamentos.

Para que a situação não se repita, as cidades precisam priorizar a adaptação climática, principalmente nas áreas críticas. Isso inclui desde sistemas de alerta antecipado e de abrigamento até infraestruturas de drenagem, saneamento, pavimentos permeáveis, jardins de chuva e outras Soluções Baseadas na Natureza (SBNs).

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Para combater o agravamento das mudanças climáticas, que deixa fenômenos climáticos extremos mais frequentes e intensos, como chuvaradas, secas e ondas de calor ou de frio, é preciso reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa.

No Brasil, isso significa prioritariamente combater o desmatamento na Amazônia, a principal fonte de emissões do país. Assim como restaurar áreas desmatadas, a forma mais barata e efetiva de capturar carbono atualmente.

Saiba mais como combater o desmatamento e dar escala à restauração florestal nos estudos do projeto Amazônia 2030: 

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