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Imazon apresenta ao Ministério do Meio Ambiente estudo que integra mapeamento de áreas úmidas da Pan-Amazônia à classificação nacional
Reunião ocorreu com o Comitê Nacional de Zonas Úmidas, em Brasília, e propõe adaptar classes mapeadas na Amazônia à classificação utilizada no Brasil
16/09/26
Pesquisadores do Imazon apresentaram ao Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), uma metodologia desenvolvida para mapear áreas úmidas na Pan-Amazônia e adaptar suas classes à classificação utilizada no Brasil. A apresentação ocorreu no dia 16 de setembro, em Brasília (DF), e foi seguida por discussões técnicas, questionamentos e contribuições dos integrantes.
O estudo foi desenvolvido em duas etapas. A primeira consiste no mapeamento das principais classes de áreas úmidas em toda a Pan-Amazônia, permitindo identificar esses ecossistemas a partir de uma abordagem padronizada que ultrapassa fronteiras nacionais. A segunda busca estabelecer a correspondência entre essas classes e a legenda do Inventário Nacional de Áreas Úmidas, aproximando o mapeamento regional de uma referência utilizada no Brasil.
Um dos destaques apresentados pela equipe foi a metodologia criada para transformar as definições e classes estabelecidas pela Recomendação CNZU nº 7, de 2015, que estabelece a definição de áreas úmidas brasileiras e seu sistema de classificação, em uma base espacialmente explícita, com o objetivo de tornar possível representar cartograficamente diferentes categorias de áreas úmidas e analisar sua distribuição.
“A reunião permitiu discutir os desafios encontrados nesse processo e possibilidades de aprimoramento da metodologia. Entre os pontos levantados estiveram a escala mais adequada para o mapeamento, especialmente para classes de menor ocorrência, a necessidade de incorporar conhecimentos de especialistas de diferentes biomas brasileiros e o potencial de uso de imagens intra-anuais do ALOS PALSAR-2”, afirma o pesquisador do Imazon Bruno Ferreira.
Outro tema discutido foi o uso de séries temporais de imagens para identificar o chamado pulso de inundação, que é a variação entre períodos de cheia e seca que caracteriza a dinâmica de muitos ambientes úmidos. A incorporação dessas informações pode contribuir para diferenciar esses períodos ao longo do ano e aprimorar a sua caracterização.
O pesquisador Ives Brandão destaca que as áreas úmidas são essenciais para populações de todo o mundo, mas em especial para as que vivem na Amazônia e dependem delas para a subsistência e a manutenção de seus modos de vida. “Apesar de sua importância, elas estão entre os ecossistemas mais vulneráveis às mudanças climáticas. Por isso, precisamos avançar na produção de informações que nos permitam compreender melhor esses ambientes, acompanhar suas transformações e subsidiar ações de conservação e políticas públicas”, observa.
Desafios e oportunidades para a proteção, conservação e manejo de áreas úmidas do bioma Amazônia
Autores Carlos Souza Jr.; Suelma Ribeiro Silva; Lucimara W. Schirmbeck; Júlia Ribeiro; Bruno Ferreira; Ives Brandão; Cícero Augusto.
Ano: 2026
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