Pesquisadoras do Imazon atuam como mentoras no AmazôniaHack 4.0

Evento reúne participantes para desenvolver soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento da fiscalização ambiental em quatro municípios do Pará

14/09/26

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Encerramento do AmazôniaHack 4.0 (Imagem: Divulgação)
Encerramento do AmazôniaHack 4.0 (Imagem: Divulgação)

As pesquisadoras do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon Alexandra Alves, Julia Ferreira e Stefany Pinheiro participaram como mentoras do AmazôniaHack 4.0 nos dias 12 e 13 de setembro, hackathon internacional de inovação voltado ao desenvolvimento de soluções para desafios relacionados à conservação do bioma. Realizado de forma virtual, o evento reuniu participantes de diferentes países e áreas de conhecimento para trabalhar na criação de soluções tecnológicas a partir de problemas reais enfrentados na proteção da floresta.

Durante o encontro, as pesquisadoras acompanharam as equipes participantes, contribuindo com orientações ao longo do desenvolvimento das propostas. A atuação como mentoras também possibilitou a troca de conhecimentos entre profissionais de diferentes áreas e o contato com iniciativas que buscam aproximar tecnologia, ciência e defesa ambiental.

“Monitorar as discussões foi uma oportunidade de acompanhar de perto como o conhecimento científico dialoga com a tecnologia para buscar respostas aos desafios da região. Essa aproximação é importante porque permite transformar conhecimentos e dados em soluções, além de contribuir para essa troca e fortalecer conexões com pessoas e iniciativas que estão pensando em novas formas de enfrentar as pressões sobre o meio ambiente”, afirma Alexandra.

Pesquisadoras do Imazon explicam o mapeamento de estradas do instituto durante AmazôniaHack 4.0 (Imagem: Imazon)
Pesquisadoras do Imazon explicam o mapeamento de estradas do instituto durante AmazôniaHack 4.0 (Imagem: Imazon)

Um dos destaques da participação do Imazon foi a apresentação de dados produzidos pelo instituto sobre a distribuição e as características das estradas na Amazônia. Stefany Pinheiro conta que essas informações contribuem para ampliar a compreensão sobre a dinâmica de ocupação e das pressões que avançam pela floresta e também podem apoiar o desenvolvimento de soluções voltadas ao monitoramento e à fiscalização ambiental. “Apresentar esses dados no AmazôniaHack foi uma oportunidade de mostrar como informações produzidas a partir da pesquisa científica podem ser utilizadas no desenvolvimento de novas ferramentas”, observa.

A edição deste ano apoia o desenvolvimento de um aplicativo de código aberto para fortalecer a fiscalização ambiental na Amazônia Legal. A ferramenta está sendo construída pela Moiru AI em parceria com o Imazon e o Fundo Vale e terá um projeto-piloto em quatro municípios do Pará sob forte pressão de desmatamento: Altamira, Paragominas, Ulianópolis e Tailândia.

A partir desse desafio, os participantes do AmazôniaHack 4.0 foram convidados a desenvolver soluções em quatro frentes: inteligência artificial aplicada, análise geoespacial, uso de dados públicos e sistemas offline-first, que permitem o funcionamento de ferramentas mesmo em locais com conexão limitada ou inexistente. A proposta é estimular o desenvolvimento colaborativo de recursos tecnológicos que possam contribuir para tornar a fiscalização ambiental mais eficiente e adequada às condições encontradas na Amazônia.

“As funcionalidades foram definidas a partir de oficinas participativas com agentes de fiscalização ambiental, buscando incorporar as necessidades e condições enfrentadas pelos profissionais durante o trabalho de campo. A partir desses problemas, os participantes trabalham de forma colaborativa durante o hackathon para desenvolver protótipos de soluções, que podem posteriormente ser aprimorados com o apoio das organizações parceiras”, explica Julia.

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