Rede Conexão Povos da Floresta avança na construção de mecanismo de proteção comunitária

Encontro definiu diretrizes e próximos passos para testar ferramenta de proteção voltada aos povos e comunidades da rede

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Equipe do do Grupo de Trabalho (GT) de Proteção Territorial durante encontro presencial em Brasília (Imagem: Arquivo pessoal)
Equipe do do Grupo de Trabalho (GT) de Proteção Territorial durante encontro presencial em Brasília (Imagem: Arquivo pessoal)

Entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, representantes de organizações e movimentos sociais participaram do II Encontro Presencial do Grupo de Trabalho (GT) de Proteção Territorial da Rede Conexão Povos da Floresta. O encontro ocorreu em Brasília e teve como objetivo avançar na construção de um mecanismo de segurança comunitária voltado à proteção dos povos e comunidades que integram a rede.

Durante a programação, foram discutidas as diretrizes operacionais e a estrutura tecnológica da iniciativa. As discussões contaram com a participação de instituições com experiência em segurança, atuação junto a comunidades e encaminhamento de alertas. 

Um dos principais resultados do encontro foi a iniciativa Conexão Guardiã, que reúne um aplicativo e uma plataforma online. A ferramenta tem o objetivo de oferecer às comunidades da rede um canal simples, seguro e acessível para registrar, acompanhar e encaminhar ocorrências e ameaças territoriais coletivas às autoridades e aos órgãos competentes.

Também foram definidos avanços importantes para a implementação da iniciativa, como o fluxo de funcionamento do sistema e as comunidades que participarão do projeto piloto. A etapa permite testar a ferramenta na prática, identificar possíveis aprimoramentos e adequar o mecanismo às necessidades das comunidades antes de sua expansão.

“Participamos das discussões contribuindo para a construção dessa nova ação e colocamos à disposição da iniciativa dados produzidos a partir do monitoramento territorial realizado pelo Imazon, como os boletins de desmatamento e ameaça e pressão aos territórios protegidos. A contribuição busca fortalecer o acesso a informações que possam apoiar a proteção dos territórios e o encaminhamento de situações de ameaça identificadas pelas comunidades”, afirma a pesquisadora do Imazon Bianca Santos.

Entre os participantes estavam representantes da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), da Plataforma Socioambiental (PSA), do Instituto Fronteiras, da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), do Imazon e da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), entre outras organizações.

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