Boletim Transparência Florestal Amazônia Legal (Abril de 2011)

Boletim Transparência Florestal Amazônia Legal (Abril de 2011)

amazonia_legal_abril_2011Hayashi, S., Souza Jr., C., Sales, M., & Veríssimo, A. (2011). Boletim Transparência Florestal Amazônia Legal (Abril de 2011) (p. 15). Belém: Imazon.

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a abril de 2011, correspondendo aos nove primeiros meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 1.270 quilômetros quadrados. Houve um aumento de 19% em relação ao mesmo período anterior (agosto de 2009 a abril de 2010) quando o desmatamento somou 1.065 quilômetros quadrados.

Em abril de 2011, o SAD detectou 298 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representou um aumento de 362% em relação a abril de 2010 quando o desmatamento somou 65 quilômetros quadrados. A grande maioria (81%) ocorreu em Mato Grosso como já havia sido reportado no SAD Alerta. O restante ocorreu no Pará (7%), Rondônia (7%) e Amazonas (5%).
As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 1.776 quilômetros quadrados em abril de 2011. A grande maioria (81%) dessa degradação ocorreu em Mato Grosso seguido de longe por Rondônia (18%) e o restante no Pará e Amazonas. A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a abril de 2011 totalizou 5.832 quilômetros quadrados. Em relação ao período anterior (agosto de 2009 a abril de 2010), quando a degradação florestal somou 1.263 quilômetros quadrados, houve aumento expressivo (361%).

Em abril de 2011, o desmatamento detectado pelo SAD comprometeu 3,6 milhões de toneladas de CO2 equivalente o que representa um aumento de 203% em relação a abril de 2010. No acumulado do período (agosto 2010 a abril 2011) o desmatamento comprometeu 73,6 milhões de toneladas de CO2 equivalentes e representou um aumento de 5,7% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a abril de 2010). Foi possível monitorar com o SAD apenas 31% da área florestal na Amazônia Legal em abril de 2011. Os outros 69% estavam cobertos por nuvem o que dificultou o monitoramento na região principalmente no Pará, Amazonas, e Amapá.

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