Índice de Progresso Social na Amazônia Brasileira: IPS Amazônia 2018

Índice de Progresso Social na Amazônia Brasileira: IPS Amazônia 2018

Santos, D., Mosaner, M., Celentano, D., Moura, R. & Veríssimo, A. Índice de Progresso Social na Amazônia brasileira: IPS Amazônia 2018. Belém, PA: Imazon; Social Progress Imperative, 2018.

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O Índice de Progresso Social (IPS) mede de forma holística a performance social e ambiental de territórios (países, estados, municípios, distritos etc.). Esse índice foi elaborado por acadêmicos de grandes centros de pesquisa como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Universidade de Harvard (Estados Unidos) e a Universidade de Oxford (Reino Unido) e está sendo adotado em diversos países e territórios subnacionais do mundo.

O IPS foi concebido a partir do entendimento de que medidas de desenvolvimento baseadas apenas em indicadores econômicos são insuficientes, já que crescimento econômico sem progresso social resulta em degradação ambiental, exclusão e conflitos sociais. O IPS oferece uma abordagem diferente na área social ao enfatizar os resultados (outcomes) e não os investimentos (inputs). Vale ressaltar que a pouca ênfase nos resultados suscita uma fragmentação institucional e uma multiplicidade de visões (muitas vezes com forte viés ideológico) que se mostram avessas aos esforços de medição e avaliação. Além disso, o IPS é um método robusto com capacidade de integrar uma ampla gama de indicadores sociais e apresentá-los de maneira didática, espacialmente distribuídos e comparáveis. Isso permite orientar os esforços do governo, setor privado e sociedade em geral para a melhoria do progresso social.

O IPS Amazônia, publicado originalmente em 2014 sob liderança do Imazon, apresentou um raio X detalhado do status social e ambiental de todos os 772 municípios da Amazônia para aquele ano. Foi a primeira iniciativa subnacional (escala de estados e municípios) realizada no mundo. De fato, o instituto desenvolveu uma adaptação do IPS da escala global (países) para a escala subnacional. Esse método está servindo de referência para adoção do IPS na escala subnacional pela União Europeia, Estados Unidos, países da América Central, Ásia e África. O IPS é composto por indicadores exclusivamente sociais e ambientais agregados em três dimensões (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos para o Bem-Estar e Oportunidades) e 12 componentes.

Para isso, dados públicos disponíveis na internet por instituições governamentais ou da sociedade civil organizada constituem o IPS. Desde 2014, o Imazon trabalha em parceria com a Rede Progresso Social Brasil e a Social Progress Imperative (SPI) na elaboração e disseminação do IPS na Amazônia Legal[2], referida ao longo deste relatório apenas como Amazônia. Assim como a primeira iniciativa, o IPS Amazônia 2018 também é um produto dessa parceria e está disponível nos sites www.imazon.org.br e www.progressosocial.org.br.

Além disso, os dados e os resultados desagregados na escala municipal estão disponíveis em www.ipsamazonia.org.br. O IPS Amazônia 2018 revela que houve uma ligeira redução do índice em comparação ao IPS Amazônia 2014: de 57,31 para 56,52. Em geral, a região amazônica ainda enfrenta muitos problemas sociais e ambientais, incluindo o agravamento da segurança pública, a precariedade no saneamento básico e acesso à água tratada, a deficiência na educação superior, a pouca garantia de direitos individuais e o aumento recente do desmatamento.

Baixe aqui o arquivo com todos os resultados da pesquisa.

Mais informações: www.ipsamazonia.org.br