ONG Imazon registra queda de 74% no desmate anual da Amazônia Legal.

ONG Imazon registra queda de 74% no desmate anual da Amazônia Legal.

Dados da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia): houve na Amazônia Legal uma redução de 74% no desmatamento acumulado de agosto de 2008 a maio de 2009 (1.084 km²) em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período anterior (4.143 km²). Isso representa uma queda de 47% em relação a maio de 2008 quando o desmatamento somou 294 km².

Em maio de 2009, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon registrou 157 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. O desmatamento foi maior no Pará (37%) seguido de Mato Grosso (27%), Roraima (20%) e, menor proporção, Rondônia (8%), Amazonas (5%), Tocantins (2%) e Acre (1%).

De acordo com o SAD, as florestas degradadas alcançaram em maio deste ano 215 km². Desse total, 81% ocorreram no Mato Grosso, 13% no Pará, 4% em Rondônia e 2% no Amazonas.

Os municípios mais desmatados em maio foram Novo Progresso (Pará), com 28,7 km²) seguido de Altamira (PA) com 20,5 km² e Majari (RR) com 12,7 km².

O SAD detectou 27 km² de desmatamento em Unidades de Conservação. As áreas mais afetadas foram a Floresta do Jamanxim (oeste do Para) com 12,6 km² desmatados, APA Caverna do Moroaga (AM) com 4,6 km² e a APA Triunfo do Xingu com 3,2 km². Por sua vez, nas Terras Indígenas, em maio deste ano foi detectado apenas 2 km² de desmatamento.

O Imazon informou que não foi possível monitorar com o SAD 43% da Amazônia Legal devido a cobertura de nuvens. A região não mapeada corresponde a quase totalidade do Amapá, 68% do Pará, 48% do Amazonas, 41% do Acre, 38% de Roraima e 35% de Rondônia. Por outro lado, apenas 5% do território do Tocantins e Mato Grosso estavam cobertos por nuvens. Além disso, parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada.

Roraima permanece a maior parte do ano coberto por nuvens dificultando o monitoramento do desmatamento na região. No entanto, em maio de 2009 houve uma redução da cobertura de nuvens possibilitando o monitoramento em 62% do seu território. Por esse motivo, parte do desmatamento detectado nesse período pode ter ocorrido em meses anteriores.