Boletim do desmatamento da Amazônia Legal (fevereiro de 2015) SAD

Boletim do desmatamento da Amazônia Legal (fevereiro de 2015) SAD

Resumo

Em fevereiro de 2015, mais da metade (59%) da área florestal da Amazônia Legal estava coberta por nuvens, uma cobertura inferior a de fevereiro de 2014 (69%).  Os Estados com maior cobertura de nuvem foram Amapá (95%), Acre (77%) e Pará (72%). No período analisado, e sob essas condições de nuvem, foram detectados pelo SAD 42 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representa um aumento de 282% em relação a fevereiro de 2014 quando o desmatamento somou 11 quilômetros quadrados.

Em fevereiro de 2015, o desmatamento se concentrou em grande parte no Mato Grosso (37%) e Roraima (28%), com menor ocorrência no Amazonas (16%), Pará (14%) e Rondônia (5%). O desmatamento acumulado no período de agosto de 2014 a fevereiro de 2015, correspondendo aos sete primeiros meses do calendário oficial de medição do desmatamento, atingiu 1.702 quilômetros quadrados. Houve aumento de 215% do desmatamento em relação ao período anterior (agosto de 2013 a fevereiro de 2014) quando atingiu 540 quilômetros quadrados.

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 49 quilômetros quadrados em fevereiro de 2015. Em relação a fevereiro de 2014 houve uma redução de 2%, quando a degradação florestal somou 50 quilômetros quadrados. 

Estatística de Desmatamento

De acordo com o SAD, o desmatamento (supressão total da floresta para outros usos alternativos do solo) atingiu 42 quilômetros quadrados em fevereiro de 2015 (Figura 1 e Figura 2).

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Figura 1. Desmatamento de agosto de 2013 a fevereiro de 2015 na Amazônia Legal (Fonte: Imazon/SAD).

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Figura 2.  Desmatamento e Degradação Florestal em fevereiro de 2015 na Amazônia Legal (Fonte: Imazon/ SAD).

Em fevereiro de 2015, o desmatamento concentrou no Mato Grosso (37%) e Roraima (28%), com menor ocorrência no Amazonas (16%), Pará (14%) e Rondônia (5%) (Figura 3).

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2014 a fevereiro de 2015, correspondendo aos sete primeiros meses do calendário oficial de medição do desmatamento, atingiu 1.702 quilômetros quadrados. Houve aumento de 215% do desmatamento em relação ao período anterior (agosto de 2013 a fevereiro de 2014) quando atingiu 540 quilômetros quadrados.

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Figura 3. Percentual do desmatamento nos Estados da Amazônia Legal em fevereiro de 2015 (Fonte: Imazon/SAD).

Considerando os sete primeiros meses do calendário atual de desmatamento (agosto de 2014 a fevereiro de 2015), o Mato Grosso lidera o ranking com 35% do total desmatado no período. Em seguida aparece Pará (25%) e Rondônia (20%). Em termos relativos, houve aumento expressivo de 681% em Mato Grosso e 238% no Pará.

Em termos absolutos, o Mato Grosso lidera o ranking do desmatamento acumulado com 595 quilômetros quadrados, seguido pelo Pará (433 quilômetros quadrados) e Rondônia, com 342 quilômetros quadrados (Tabela 1).

Tabela 1. Evolução do desmatamento entre os Estados da Amazônia Legal de agosto de 2013 a fevereiro de 2014 e agosto de 2014 a fevereiro de 2015 (Fonte: Imazon/SAD).

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*Os dados do Maranhão não foram analisados.

Degradação Florestal

Em fevereiro de 2015, o SAD registrou 49 quilômetros quadrados de florestas degradadas (florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou queimadas) (Figuras 2 e 4). Desse total, a grande maioria (99%) ocorreu no Mato Grosso, seguido por Rondônia (1%).

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Figura 4. Degradação Florestal de agosto de 2013 a fevereiro de 2015 na Amazônia Legal (Fonte: Imazon/SAD).

Tabela 2. Evolução da degradação florestal entre os Estados da Amazônia Legal de agosto de 2013 a fevereiro de 2014 e agosto de 2014 a fevereiro de 2015 (Fonte: Imazon/SAD).

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*Os dados do Maranhão não foram analisados.

 

Geografia do Desmatamento

Em fevereiro de 2015, a maioria (79%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (18%), Unidades de Conservação (2%) e Terras Indígenas (1%) (Tabela 3).

Tabela 3. Desmatamento por categoria fundiária em fevereiro de 2015 na Amazônia Legal (Fonte: Imazon/ SAD).

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Assentamentos de Reforma Agrária

O SAD registrou 32,5 quilômetros quadrados de desmatamento nos Assentamentos de Reforma Agrária em fevereiro de 2015 (Figura 5). Os Assentamentos mais afetados pelo desmatamento foram PA Acari (Rorainópolis; Roraima), PA Ajarani (Iracema; Roraima) e PDS Tepequém (Amajari; Roraima).

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Figura 5. Assentamentos de Reforma Agrária desmatados em fevereiro de 2015 na Amazônia Legal (Fonte: Imazon/SAD).

Áreas Protegidas

No mês de fevereiro de 2015, o SAD detectou apenas 0,9 quilômetros quadrados de desmatamento na Unidade de Conservação Estadual Florex Rio Preto-Jacundá (Rondônia). No caso das Terras Indígenas, em fevereiro de 2015 foram detectados somente 0,5 quilômetros quadrados de desmatamento na TI Arary (Amazonas).

Municípios Críticos

Em fevereiro de 2015, os municípios mais desmatados foram: Porto dos Gaúchos (Mato Grosso) e Vitória do Xingu (Pará) (Figura 6 e 7).

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 Figura 6. Municípios mais desmatados na Amazônia Legal em fevereiro de 2015 (Fonte: Imazon /SAD).

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Figura 7. Municípios com maiores áreas desmatadas em fevereiro de 2015 (Fonte: Imazon/SAD).

Cobertura de Nuvem e Sombra

Em fevereiro de 2015, foi possível monitorar com o SAD 41% da área florestal na Amazônia Legal. Os outros 59% do território florestal estavam cobertos por nuvens, o que dificultou a detecção do desmatamento e da degradação florestal.  Os Estados com maior cobertura de nuvem foram Amapá (95%) e Acre (77%). Em virtude disso, os dados de desmatamento e degradação florestal em fevereiro de 2015 podem estar subestimados (Figura 9).

* A parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada.

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Figura 9. Área com nuvem e sombra em fevereiro de 2015 na Amazônia Legal.

SAD-EE

Desde agosto de 2012 a detecção de alertas de desmatamento e degradação florestal do vem sendo realizada na plataforma Google Earth Engine (EE), com a nova versão SAD EE. Esse sistema foi desenvolvido em colaboração com a Google e utiliza o mesmo processo já utilizado pelo SAD 3.0 (Quadro I), com imagens de reflectância do MODIS para gerar os alertas de desmatamento e degradação florestal.